Nunca ninguém vai conseguir entender o que se passa na minha cabeça por muito que insistam que realmente entendem. Afinal, nunca ninguém viveu o que eu já vivi, e mesmo que sim, cada um sente as coisas de forma diferente, e sim, nesse aspeto fraquejo com uma monotonia incontrolável. Gostava de ser destemida e forte, não baixar os braços e nunca ter vontade de desistir mas, o que é certo é que dentro de mim tudo gira a uma velocidade astronómica, faço de uma adversidade mil. Vem de mim, do que sou, das experiencias que vivi, do que já assisti e há factos que não se alteram, só se fincam cada vez mais dentro de nós como raízes, cada vez mais profundas. Porque é que têm que ser assim? sexta-feira, 15 de abril de 2016
Para onde?
Nunca ninguém vai conseguir entender o que se passa na minha cabeça por muito que insistam que realmente entendem. Afinal, nunca ninguém viveu o que eu já vivi, e mesmo que sim, cada um sente as coisas de forma diferente, e sim, nesse aspeto fraquejo com uma monotonia incontrolável. Gostava de ser destemida e forte, não baixar os braços e nunca ter vontade de desistir mas, o que é certo é que dentro de mim tudo gira a uma velocidade astronómica, faço de uma adversidade mil. Vem de mim, do que sou, das experiencias que vivi, do que já assisti e há factos que não se alteram, só se fincam cada vez mais dentro de nós como raízes, cada vez mais profundas. Porque é que têm que ser assim? sexta-feira, 25 de março de 2016
Um dia partiste e agora? Agora onde estás?
Todos têm o seu lado de ver a tua partida. Uns ainda choram de cada vez que se fala em ti, outros mostram-se fortes ainda que o seu coração esteja em cacos, uns oram por ti em todas as suas orações, outros lembram-se de ti à sua própria maneira, mas todos concordamos numa coisa, que, estejas onde estiveres, és a estrela mais bonita do horizonte, a estrela com um brilho mais intenso do que todas as outras e todos queremos no fundo acreditar que a tua partida foi apenas terrena pois nunca partirás dos nossos pensamentos e corações, todos acreditamos que és agora o nosso anjo da guarda, o anjo que nos guarda e nos guia sejam quais forem as nossas escolhas e trilhos percorridos.
Se eu pudesse um dia pedir um desejo desejava ver-te mais uma vez para te abraçar de novo, para poder ser-se feita a despedida que ficou por fazer e para te dizer uma última vez o quanto te amo, o quanto lamento que as circunstâncias da vida te tenham levado de mim.
Ninguém imagina a falta que me fazes, o quanto sou amargurada por já não te ter aqui comigo, por não poder contar-te as minhas histórias e aventuras, por não poder partilhar contigo todas as minhas conquistas e todos os momentos importantes da minha vida como fazíamos sempre, ninguém consegue fazer ideia do quanto ainda me dói a ferida entreaberta que a tua ida deixou no meu coração, ninguém sabe as vezes todas que choro por já não te poder ver. Já 3 anos se passaram e podem passar mais 20, 30 ou 100 que eu nunca saberei lidar com a falta que me fazes, apenas tento conviver com isso e manter-me firme e forte. Eras a melhor pessoa que havia no mundo e agora resta-me a lembrança, eras o meu melhor amigo, um dos melhores seres humanos que conheci, eras uma das mais importantes partes de mim e agora resta-me saber viver sem ter esse pedaço que foi retirado de mim, como que se tivessem rasgado um pedaço do meu coração.
Estejas onde estiveres acredito que me ouves de todas as vezes que falo contigo, que lês todos os textos que tão docilmente te escrevo, desejo que isso possa ser verdade, que, já que não te tenho aqui sentado na tua habitual cadeira onde me ouvias, tu possas ler e ouvir tudo o que tenho para te dizer, que me possas ver crescer e que troças pelo meu futuro, que me guies pelos melhores caminhos e quando eu cair que possas ser a força que me ajuda a levantar. Espero que vás acompanhado todas as minhas lutas, assistindo a todas as minhas vitórias e que te orgulhes de mim pois não me perdoaria se te desiludisse.
Meu querido avô, eu amo-te com o amor mais puro de todos e sempre assim será. Volta.
Não tenhas medo da luz acesa
Pois fica a saber que, muitas vezes, privas-me dos teus melhores ângulos como se eu fosse um crítico rasca de um programa de TV e, a qualquer momento, fosse tirar do bolso uma placa com a nota zero, para assim te humilhar e te fazer sair do palco a engolir o choro.segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Incontornável é a vontade que eu tenho de explodir e rever-me em cinzas. O tempo é vago e a luz ao fundo do túnel vai reduzindo conforme o meu estado débil. Vou tentando que a luz não perca a intensidade para que um dia eu me decida levantar de vez, mas sei que posso chegar tarde demais. Os joelhos começam-se a ressentir e pedem para que utilize as pernas para começar de novo, contudo o cérebro não deixa. O coração não permite e a minha alma não aguenta. Numa altura em que tudo é tão frio e sólido a solidão consegue transparecer como a minha mão de baixo de água. E eu, sem conseguir combate-la. Insisto desesperadamente, mas acabo por perder esta batalha diariamente. Ainda não desisti, mas pouco faltará.
domingo, 8 de março de 2015
Última Conversa (ou não)
Quando chego a casa do trabalho, depois de mais um dia terrível, só me apetece falar contigo. Resisto à tentação de te enviar uma mensagem, de saber de ti. Resisto à vontade de querer ficar horas a fio a falar contigo, sobre tudo e sobre nada. Queria contar-te o meu dia, e contar-te de novo tantas coisas que já te contei.
Disseste-me uma vez que te conheço melhor que muita gente, mas não consigo acreditar que seja verdade, nem pouco mais ou menos. E aí ainda fico com mais vontade de te voltar a conhecer. De ficarmos perdidos nas horas, entre beijos e abraços, e acordarmos para a vida mesmo na hora do almoço.
Sinto-me bipolar. Tão depressa sinto raiva de ti como sinto umas saudades horríveis. Que me apertam o peito, me sufocam, que aceleram o coração.
Tenho inveja de toda a gente que ainda tem a sorte de fazer parte da tua vida. E apetece-me chorar.
O estrago que fizeste foi demasiado, eu nunca devia ter-te deixado entrar na minha vida. Foste o meu furacão Katrina, que chegou de forma inesperada, arrasou-me por completo e foi embora mais depressa do que chegou.
Estou bem enquanto não te lembro, enquanto não recordo os nossos momentos, as memórias dolorosas que me deixam um vazio enorme cá dentro.
Só queria conseguir fazer voltar o tempo atrás, ou falar-te de tudo isto abertamente, na condição de que a tua resposta seja a mesma que nos meus sonhos: “também tive tantas saudades tuas”.
Sinto que lidei com duas pessoas completamente diferentes. Ou como se nunca tivesse existido aquele Mágico, misterioso e cativante. Sinto que me magoaste de propósito, como se me tivesses a castigar por ser fraca.
Queria poder mandar-te uma mensagem, marcarmos um café, queria que pudéssemos finalmente ter a conversa que nunca tivemos, a conversa que me prometeste mas que nunca aconteceu.
Já passou mais tempo do que eu gostava, e mesmo assim ainda te trago comigo. Acredito que para ti já seja passado, que fui mais uma pessoa na tua lista, mas eu preciso do meu fecho. Preciso de fazer o meu luto, esquecer de ti, das tuas palavras e dos teus beijos, esquecer o quanto me querias, preciso que me morras. Confesso que imaginei castelos, quando na verdade tudo não passou de uma tenda à beira mar plantada. Confesso que quis ler nas tuas palavras mais do que um simples Sexo, mas acho que nunca irei deixar pensar no “e se?”. Não fui honesta comigo, nem com quem me rodeava. Se calhar nem contigo fui, ou nunca teria chegado a este ponto de sufoco.
É ridícula a forma como não me sais da mente, como sou constantemente assombrada por lembranças dos nossos momentos. E tenho tantas saudades tuas, porra! Não me consigo esquecer daquela noite, que me olhaste nos olhos, e me disseste “Que queres que te diga? Que gosto de ti? Sim, gosto!”. Como queria ter-te beijado! A noite estava gelada, eu tinha a alma gelada, e o teu beijo ia acabar com este inverno que se tinha instalado no meu coração. Queria-te (e quero-te?) tanto. Mas tive tanto medo. Ignorar era cada vez mais difícil, estava a por tanta coisa em risco, e mesmo assim era como se uma força imaginária apertasse o meu coração e me obrigasse a respirar apenas o teu nome. Rio-me de mim mesma ao lembrar das tuas mensagens, em que dizias que davas tudo para estar comigo, e agora nem és capaz de me cumprimentar… Se soubesses como isso me magoa. Como é que fomos de íntimos a desconhecidos tão rápido? Acho que nunca te entendi, e mesmo assim estou aqui, a sentir a tua falta. Deixou de ser só sexo para mim ao fim de pouco tempo, e eu não quis perceber isso, não quis admitir que estava a apaixonar-me por um playboy.
Já não posso desabafar com mais ninguém, porque simplesmente disse que estava bem, que já tinha passado e que me estava a cagar para tudo. Mas não estou. Eu não sei o que quero, não sei o que sinto nem que ‘merda’ provocaste em mim, mas hoje será a última vez. Hoje morreste-me, e eu não quero mais lembrar de ti. (Até daqui a umas horas)

